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segunda-feira, 10 de agosto de 2009

O cientista e o mundo novo

“Às vezes me pergunto por que a natureza do homem é tão ruim, por que motivo estou aqui entre tubos de ensaio e lutando para achar uma solução, se somente eu restei dentre muitos que lutavam pela restauração da ordem, para que este vírus parasse de atuar, que doença tão intrigante, é tão contagiante quanto a inveja, quanto ao ciúme, não sei se irei agüentar por muito tempo mas espero um dia existir a cura. Sinto saudade da época que as pessoas tinham apenas inveja dos outros, tentando atingir nas pequenas coisas, ainda me recordo de uma época que mandavam e-mails com gracinhas, debochando daqueles que tinham uma situação mais confortável, ou que tinham apenas uma situação mais favorável, mas o mundo mudou as exceções começaram a predominar. Os loucos por vingança ganharam, mas esqueceram que a ordem das coisas é baseada no todo. No princípio baniram os fumantes, depois aqueles que bebiam, os obesos, os mal vestidos, e muitos mais outros, até o momento que só ficaram os tidos como normais. E começaram as barbaridades começaram a matar aqueles que não aceitavam a mesmice, afinal o ser humano não é obrigado a ser o que os outros ditam ou querem que o todo seja igual. Eu mesmo tive que fugir e hoje estou aqui escondido por que o caos se instalou por todo mundo, pois os mesmos que tanto pregaram pela igualdade nuca respeitaram as diferenças e o mundo virou num caos, pois os tidos intelectuais e corretos, não tinham como preservar os serviços essenciais, pois baniram a todos e a tudo que não concordavam. Hoje os bestiais circulam o mundo com seus modelos e formas ideais de sociedade, mas sequer sabem se é o correto, apenas acham ser o mundo ideal. Como irei reverter tudo isto?”

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