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domingo, 26 de setembro de 2010

Culpado até que prove o contrário

Quando estava no colégio me recordo que os anos da ditadura estavam chegando ao fim, pelo menos era o que se falava.

Ouvia-se falar de pessoas que vigiavam os cidadãos comuns, que existiam dossiês de praticamente toda a população, haviam pessoas que eram perseguidas, outras eram injustiçadas, e outras subiam socialmente passando por cima das outras aproveitando-se deste fato.

Não se podia confiar nos colegas, tudo era regrado e todos movimentos eram vigiados. Na verdade era uma sociedade onde não existia liberdade de expressão, e de democracia não havia nada.

Nesta época pessoas que pensavam eram tidas como inimigas do estado, e na maioria das vezes, era muito fácil culpar alguém e o que era pior, o indivíduo era culpado até se provar o contrário, um pensamento de governos autoritários e de pessoas reacionárias.

O problema é que muitas pessoas daquela época ainda estão por ai e ainda se é culpado até que se prove ao contrário.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

O quase triunfo dos boçais

Fico cada vez mais perplexo com alguns que conheço que vivem na sua mediocridade diária, controlando as ações dos outros e vivendo de suas misérias.

Estou por completar 40 anos e ainda não consegui presenciar toda a insignificância que algumas pessoas podem alcançar, seres que pouco contribuem a sociedade e que muito contribuem as suas vidas medíocres.

Sou o que sou uma pessoa com defeitos e virtudes, mas sou o que as pessoas vêem, mas tem gente que cria uma carapaça e acha que ninguém nota, e o que é pior tentam ser o que nunca serão.

O problema é estas pessoas às vezes são formadoras de opinião. Então imaginem o que elas estão criando? Mais seres boçais.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Meu novo Hobby


Recordo-me muito bem o dia que meu pai chegou em casa com aquela enorme caixa, e eu já estava a ponto de ter um ataque ali mesmo, fruto de uma incansável “pentelhice” ou melhor “choradeira” eu estava realizando um sonho ter o meu primeiro videogame, ele vinha embrulhado em papel de presente com o logotipo da saudosa loja JH Santos. Gente era um ODYSSEY o arqui-inimigo do Atari, era um videogame até que visionário na época pois tinha uma proposta diferenciada, havia um teclado alfanumérico e existiam jogos educativos. Junto acompanhava um CARTUCHO com três jogos FÓRMULA 1, INTERLAGOS e CRYPTO-LOGIC era um troço de loco. Foi uma sensação eu e meus irmãos jogávamos direto, e por incrível que seja eu tenho até hoje ele funcionando.
Mas hoje tudo está diferente não são mais pauzinhos se mexendo na tela, são cenários quase que reais, as vezes confundem-se com a realidade, alguns parecem filmes de tão legais que são as histórias. Não faz muito comprei um XBOX 360 da microsoft e alguns jogos, e é uma viagem jogar nele, mas uma coisa não muda é a questão do ser humano querer brincar, viver uma ficção ser um herói ou um grande piloto de automobilismo, ser bombeiro e por ai vai.

De Volta ao meu pago

É impressionante o quanto que podemos nos afastar das coisas que gostamos, e uma delas foi a de escrever aqui, depois de entrar para o serviço público, que muitos pensam ser uma barbada, não tive mais tempo para escrever. Acabei assumindo muitos compromissos e ainda estou em fase de término de meu doutorado. Mas vou fazer de tudo para continuar a escrever.