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domingo, 20 de maio de 2012

Nunca reprovar, será que adianta?


Meus amigos um grande problema em relação aos bancos escolares é que medidas mal direcionadas acabam mostrando seus resultados muitos anos depois de serem tomadas.
Uma noticia que vem dando uma repercussão negativa, foi a do último concurso para provimento de professores ao magistério estadual no RS, onde de 10 mil vagas oferecidas metade ficou ociosa, e ainda o alarmante número de apenas 5.221 aprovados entre 69.150 candidatos.
No último concurso realizado no Estado, em 2005, 33.287 pessoas foram aprovadas, quando havia 5.896 vagas disponíveis.
O que me é mais chocante é que muitos dos candidatos que não passaram já são professores da rede estadual trabalhando em regime de contrato temporário.
Isto é reflexo de uma política suja que vem sendo praticada em grande parte das instituições de ensino, que não se preocupam com o futuro de seus alunos, mas sim em manter índices para o governo e até mesmo para não perder seus alunos criando mecanismos em que os alunos nunca reprovem.
Professores são forçados a baixar o nível de suas aulas, conselhos de classe que induzem a trocar notas de alunos, alunos que cada vez mais não estudam, políticas pedagógicas bobas, pedagogos que não sabem dar aula tentando ensinar professores a dar aula, e por aí vai.
Quando eu e alguns colegas nos colocamos contra esta política de passar todo mundo e muitos outros colegas não concordam é ai que fico preocupado, pois são poucos os que se preocupam com o efeito futuro destas decisões.